terça-feira, 31 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Xícara na sala
Um agradecimento especial à Prof. Eunice Radtke que levou minha xícara (lembram dela?) para a sala de aula. Ela me mostrou a reprodução do poema que um de seus alunos da 4ª série fez e decidi postá-la aqui.
A poesia foi usada durante um projeto que, entre outras coisas, abordou os poetas paranaenses. À Profª Eunice e a seus alunos, um abraço e um cafezinho!
terça-feira, 24 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Poema do Anu-Preto
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Caminheiros

segunda-feira, 28 de junho de 2010
Dois anos
domingo, 27 de junho de 2010
O tempo não pára!
Fiquei ausente do blog por alguns meses, ora por falta de tempo, ora por falta de saco mesmo. Mas, não parei de escrever, não. Rabisquei alguns poemas e até me arrisquei nos caminhos conturbados do conto, o que me tomou um tempaço.
Nesse período de aparente silêncio, assinei contrato com duas editoras: a Opet de Curitiba e a Saraiva, de Sampa. Ambas publicarão alguns poemas meus em seus livros didáticos, o que me deixou – confesso – muito envaidecido. [Drummond que se cuide! Hehehe...]
Espero arrumar tempo pra postar alguma coisa que valha a pena, e não meros aforismos [excetuando-se, evidentemente os haikais: esses sempre valem a pena!]. Porém, isso só será possível – acho – nas férias de julho. É que até lá estou me massacrando em uma meia dúzia de locais de trabalho diferentes, sempre no ingrato e sedutor ofício do magistério.
Difficile sorbere et simul flare est.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Guaranis

segunda-feira, 23 de novembro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Poética
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja
fora de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes
maneiras de agradar às mulheres, etc
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
Manuel Bandeira
(1886-1968)
domingo, 20 de setembro de 2009
Agradecimento
A realidade de Peabiru não é das melhores. Todavia, a situação já foi bem pior antes da chegada dos padres italianos da Sagrada Família de Bérgamo. Com um trabalho sério, dinâmico e comprometido, eles mantêm há duas décadas trabalhos sociais relevantes, como a Escola São José – onde tenho o privilégio de trabalhar – que oferece uma educação de qualidade a mais 350 crianças em período integral; a Casa Lar do Menor Carlinhos, que acolhe menores em situação de risco social; e o projeto Criança São José, por meio do qual os religiosos assistem a centenas de famílias carentes do município.
No vídeo a seguir, produzido em 1997, fica evidente as razões pelas quais Peabiru deve agradecer, e muito, aos padres italianos.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
Professor da Fecilcam receberá prêmio
quinta-feira, 23 de julho de 2009
XII Prêmio Cidadão de Poesia
Saiu o resultado do XII Prêmio Cidadão de Poesia, um certame literário que tem por objetivo revelar os novos talentos da lírica em língua portuguesa. Acabei ficando com a 2ª colocação: algo que realmente me deixa satisfeito.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Letras da Primavera

No meu discurso, enviado por e-mail aos organizadores do certame, dediquei o prêmio ao poeta anadiense Manuel Alves, um repentista analfabeto, morto no começo do século passado. Sua poesia foi compilada por Tomás da Fonseca. Em Anadia, em homenagem ao poeta, foram dedicados uma rua e um monumento. É dele o poema que segue:
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Germinando

terça-feira, 7 de julho de 2009
Ciao, bella Italia!
A cerimônia de premiação aconteceu no majestoso palácio do governo e foi presidida pela presidente da 3ª Circunscrição, Mariangela De Carlo, contando com a presença de autoridades locais e regionais, da imprensa e de convidados. Recebi o troféu das mãos do prefeito da cidade, que disse ser importantíssimo receber um prêmio literário dessa magnitude, e mais ainda quando não se é falante nativo da língua, como é o meu caso.
Transcrevo, na sequência, o meu discurso, proferido originalmente em italiano:
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“Enquanto saúdo os presentes, desejo expressar minha enorme alegria por estar aqui emLecce, recebendo a premiação desse importantíssimo concurso artístico, o Prêmio Primaverart, que reuniu, como os senhores sabem, obras de diversos artistas, não somente italianos.
Para mim, que sou brasileiro de origem e de coração, mas também amante da língua dantesca, este prêmio tem um significado muito especial: conforme os senhores mesmos aludiram enfaticamente, sou o primeiro poeta estrangeiro a vencer um concurso literário na Itália com líricas em italiano. Para mim, além disso, é quase inacreditável que minha poesia, que canta geralmente as coisas simples da vida cotidiana, seja reconhecida aqui na Itália, em Lecce, Cidade da Arte.
Permaneci aqui esta semana e pude ver, em cada giro no imponente e belíssimo centro histórico, que o amor pela arte é sem dúvidas uma das principais características dessa cultura há milhares de anos. Portanto, ser premiado nesta terra de cultura milenar causa-me uma sensação inexplicável.
Não posso, portanto, deixar de agradecer a Deus, a minha família, aos colegas, amigos, alunos e leitores. Um agradecimento de coração à Srª Mariangela De Carlo, presidente da 3ª Circunscrição de Lecce, pelo apoio e pela atenção durante minha estada na Puglia.

Assim diz Camilo Castelo Branco, grande nome da literatura portuguesa: ‘A poesia não tem presente: ou é esperança, ou é saudade’. Assim, espero verdadeiramente que a poesia estimulada pelos senhores possa recordar sempre ao povo leccese o seu glorioso passado, com nostalgia, com ‘saudade’, e o leve a escrever, em belos versos, o próprio futuro.
Muito obrigado a Lecce, terra que levarei comigo dentro do coração com muitas saudades.”
Após a cerimônia, segui para a Universidade de Salento, para uma conversa com os alunos de Letras sobre Literatura Brasiliera e sobre o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
Certamente, foi um dos momentos mais importantes e emocionantes da minha vida. Espero que essas premiações motivem a tantos outros, peabirutas ou não, para que também sintam essa ânsia de escrever, de produzir.
Rabiscar, para mim, é uma necessidade, quase física.
Eu vou continuar escrevendo. Conituem lendo meus rabiscos, por favor!
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Um prêmio português, ora pois!
sábado, 25 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Ainda da série "Meus Versos na Europa"
Nem bem me recuperei do susto de receber dois prêmios importantes na Itália, numa mesma semana, fiquei sabendo agora que também fui selecionado para integrar a Antologia "Parole e Poesia" da Casa Editora Il Fiorino, da cidade de Módena (região da Emília-Romanha).
sexta-feira, 10 de abril de 2009
1º lugar na Itália!!


domingo, 5 de abril de 2009
Fui premiado no Lácio!

sexta-feira, 27 de março de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
Embalagem

quinta-feira, 19 de março de 2009
O bom poeta não lê poesias
quarta-feira, 18 de março de 2009
É hora de dar uma espiadinha!
O Big Brother cresceu. O Grande Irmão, personagem fictício do romance "Mil Novecentos e Oitenta e Quatro" ("Nineteen Eighty-Four"), concebido pelo britânico Eric Arthur Blair em 1948 e gerado pelo público brasileiro desde 2002, conseguiu entranhar-se no nosso imaginário, onde ganhou forma e morada, adaptando-se perfeitamente à nossa realidade tupiniquim, inculturando-se por aqui no tempo e no espaço. O cenário, portanto, não é mais a Oceania, e 1984 ficou para trás. Nestes tempos de New Age, não são mais as câmeras quem nos fiscalizam (embora elas estejam por aí, como redutores de velocidade ou inibidores de furto em estabelecimentos comerciais); na Era de Aquário, as sardinhas se aprisionam, por vontade, em aquários-casas de vidro e, lá de dentro, tentam agitar as águas ao redor, confirmando, assim, a ideia de Jean-Paul Sartre (cantada pelos Titãs) de que "o inferno são os outros". Ou seja, graças ao foco que se dá a qualquer indivíduo, graças aos holofotes projetando luzes ofuscantes sobre sua vida particular e mera, escancarada às espiadinhas do mundo, arreganhada aos olhares dos outros, "do inferno", à pauta incansável de programas (fúteis?) de fofoca, é que se cria uma novela superatrativa, mais interessante que Pantanal ou Caminho das Índias, escrita e encenada simultaneamente, com capítulos que duram o dia inteirinho!

Milton Nascimento - Caçador de Mim
sábado, 7 de março de 2009
O leiteiro
Revirando a esmo papéis amarelados [não sei porque faço isso de vez em quando], encontrei, ainda incompleto, um conto que comecei a escrever no ano 2000. Nem me lembrava mais dele. Decidi re-escrevê-lo [com hífen mesmo, já que, agora, separa-se o prefixo do segundo termo quando vogais iguais se encontram].
A trama é minha. Mas o cenário, escuro e empolgante, roubei de um poema fantástico do Drummond. Assim, enquanto a prosa não fica definitivamente pronta, posto o tal poema, que é o meu preferido.
A morte do leiteiro
Há pouco leite no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há muita sede no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há no país uma legenda,
que ladrão se mata com tiro.
Então o moço que é leiteiro
de madrugada com sua lata
sai correndo e distribuindo
leite bom para gente ruim.
Sua lata, suas garrafas
e seus sapatos de borracha
vão dizendo aos homens no sono
que alguém acordou cedinho
e veio do último subúrbio
trazer o leite mais frio
e mais alvo da melhor vaca
para todos criarem força
na luta brava da cidade.
Na mão a garrafa branca
não tem tempo de dizer
as coisas que lhe atribuo
nem o moço leiteiro ignaro,
morados na Rua Namur,
empregado no entreposto,
com 21 anos de idade,
sabe lá o que seja impulso
de humana compreensão.
E já que tem pressa, o corpo
vai deixando à beira das casas
uma apenas mercadoria.
E como a porta dos fundos
também escondesse gente
que aspira ao pouco de leite
disponível em nosso tempo,
avancemos por esse beco,
peguemos o corredor,
depositemos o litro...
Sem fazer barulho, é claro,
que barulho nada resolve.
Meu leiteiro tão sutil
de passo maneiro e leve,
antes desliza que marcha.
É certo que algum rumor
sempre se faz: passo errado,
vaso de flor no caminho,
cão latindo por princípio,
ou um gato quizilento.
E há sempre um senhor que acorda,
resmunga e torna a dormir.
Mas este acordou em pânico
(ladrões infestam o bairro),
não quis saber de mais nada.
O revólver da gaveta
saltou para sua mão.
Ladrão? se pega com tiro.
Os tiros na madrugada
liquidaram meu leiteiro.
Se era noivo, se era virgem,
se era alegre, se era bom,
não sei,
é tarde para saber.
Mas o homem perdeu o sono
de todo, e foge pra rua.
Meu Deus, matei um inocente.
Bala que mata gatuno
também serve pra furtar
a vida de nosso irmão.
Quem quiser que chame médico,
polícia não bota a mão
neste filho de meu pai.
Está salva a propriedade.
A noite geral prossegue,
a manhã custa a chegar,
mas o leiteiro
estatelado, ao relento,
perdeu a pressa que tinha.
Da garrafa estilhaçada,
no ladrilho já sereno
escorre uma coisa espessa
que é leite, sangue... não sei.
Por entre objetos confusos,
mal redimidos da noite,
duas cores se procuram,
suavemente se tocam,
amorosamente se enlaçam,
formando um terceiro tom
a que chamamos aurora.

segunda-feira, 2 de março de 2009
Mais um!
Fiquei com a 3ª colocação no 27º Concurso Internacional Literário das Edições A.G., cujo resultado foi divulgado na tarde de ontem. Nas primeiras colocações, estão poetisas portuguesas. Esta será minha segunda participação em antologias este ano. Tomara que não sejam as únicas!
O poema premiado, Bússola, está nas postagens abaixo.












